O que vale Brasil x Argentina para Tite? – por Mário Marra

CBF / Twitter

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Agora o adversário será a Argentina. Claro que em campo entra toda a história de rivalidade e a expectativa por um teste importante e talvez conclusivo para os dois treinadores. Entretanto, para quem não está envolvido diretamente na preparação e na luta dos vagas nos dois selecionados o excesso de jogos de seleções soa como bastante cansativo.

É preciso fazer uma diferenciação. Na Europa, por exemplo, os amistosos cederam espaços para eliminatórias de Euro ou de Liga das Nações. É competição, vale sequência, vale vaga e o nível de competitividade é alto. Nos lados de cá, os amistosos, que teoricamente serviriam como preparação para competições maiores, acabam ocupando um espaço grande do calendário e vivem acompanhados de desconfianças. Sem falar, claro, que as seleções jogam muito distantes do seu público, e isso não traz aproximação, apelo.

À frente da seleção brasileira, Tite nunca teve uma sequência tão longa sem vitórias e até mesmo sofrendo gol em tantos jogos. Após a conquista da Copa América, parece que o encanto cedeu espaço para o jogo mais lento e enfadonho. É até mesmo a coerência o treinador, que fora elogiada muitas vezes, foi substituída pela teimosia ou timidez para promover um teste ou outro com nomes diferentes.

Sem Neymar, Tite já sabe que a pressão por resultados é uma constante na seleção e verá do outro lado um time com Messi, Lautaro Martínez, Lo Celso e Aguero.

Como teste é positivo, mas resta saber o que vai ser feito com o resultado do jogo. Uma derrota obrigaria o treinador a abrir mão de suas convicções? Uma vitória garante alguma paciência?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.