Um clássico morno – por Mário Marra

Empate no clássico

Empate no clássico

Clássico é clássico e vice-versa. A frase, atribuída ao atacante Jardel, explica pouco, mas indica uma certa mística nos grandes jogos. Cruzeiro e Atlético entraram no Mineirão para mais um clássico – o segundo pelo Brasileiro e último do ano.

Não dá para falar que tenha sido uma surpresa o que se viu em campo: tensão, nervosismo, precaução, intensidade baixa e pouco futebol. Dá até a sensação de que os clubes comemoraram com um sorriso amarelo a diminuição dos riscos de rebaixamento.

O Cruzeiro começou melhor, mas não conseguia acertar o gol. O Galo cresceu na metade da primeira etapa e também teve dificuldade para acertar finalizações.

Os dois grandes rivais devem passar o final da temporada mais preocupados em não perder jogos. Um pontinho aqui e outro ali já parecem ser suficientes. Se não forem, dá para imaginar que quem está hoje em situação pior na tabela pode acabar se complicando sozinho.

O alívio deve vir só mesmo nas últimas rodadas, mas o próximo ano precisa ser melhor desenhado por quem manda e deveria pensar melhor em Cruzeiro e Atlético. O torcedor e até mesmo as histórias dos clubes merecem mais zelo e respeito.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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