Cada um tem seu tempo: Rodrygo e Vinícius Júnior são colegas, não rivais – por Leonardo Bertozzi

Real Madrid / Twitter

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A explosão do jovem Rodrygo no Real Madrid gerou um curioso fenômeno nas redes sociais e na imprensa: as citações quase imediatas a Vinícius Júnior. Como se houvesse alguma rivalidade entre eles, ou se a evolução de um impactasse na do outro.

Rodrygo demonstra uma incrível maturidade para os poucos anos que carrega. Entende bem o que precisa fazer em campo, com e sem a bola, e tem uma facilidade invejável para encontrar as redes.

Vinícius ainda tem muito a evoluir como finalizador. Em contrapartida, arranca e dribla como poucos, consegue inventar situações de perigo saindo da esquerda para o centro, é um jogador que causa desconforto aos marcadores.

Rodrygo está mais pronto para o alto nível e as últimas partidas têm mostrado isso. Três gols em um jogo de Champions League, aos 18 anos de idade, mostram que estamos diante de alguém especial.

Hoje, o ex-santista é titular do time de forma incontestável. Deve até facilitar a saída de Gareth Bale – que, se dependesse de Zinedine Zidane, já teria acontecido na última janela.

Na temporada passada, Vinícius conquistou seu espaço num momento muito difícil para a equipe. Até se lesionar, era o xodó da torcida, o único a se salvar até em jogos ruins. Uma aposta vencida pelo técnico Santiago Solari.

Mudou o comando, mudou a temporada, chegou Eden Hazard como dono da posição em que o jogador revelado no Flamengo atua melhor. Em alguns jogos, Vinícius nem foi relacionado.

Porém, tratá-lo como um possível fracasso seria culpá-lo por ter queimado etapas. Certamente o Real Madrid não pensa em sacrificar um jogador com tanto potencial e margem de evolução.

Se o clube entender que um empréstimo faria bem à sua evolução, não seria má ideia.

Aconteceu com Casemiro, que disputou uma temporada no Porto e voltou para tomar conta da posição.

É natural que eles tenham suas oscilações. São adolescentes em início de carreira vestindo uma das camisas mais pesadas do mundo.

O que não é natural é tentar criar uma rivalidade que nem eles vivem.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.